Thursday, April 7, 2016

Não seja a mulher perfeita. Seja feliz!

"Há quem diga que está faltando homem. Me parece que quanto mais essa ideia toma forma diante de nossos olhos, mais o desespero feminino se torna latente. Essa é uma constatação tão provável quanto lamentável: estamos perdendo o jogo pra nós mesmas.
Ao passo em que a máxima de que toda mulher, pra ser mulher, precisa de um homem ao lado se solidifica, traz consigo a ideia de que (quase) todo defeito masculino é aceitável: Ele te trai, mas tá faltando homem; Ele te subjuga, mas tá faltando homem. Te trata mal, te expõe ao ridículo e não te faz feliz, mas é melhor – sempre melhor – do que não ter um homem ao lado. Ele é namorado da sua melhor amiga, da sua irmã, da sua mãe ou da sua prima, mas se ele der mole é melhor aproveitar: Não é em qualquer esquina que se encontra um homem (tão valioso que dá em cima da melhor amiga/filha/irmã/prima da própria companheira).
Passamos a nos trair e nos comportar – digo “nós” enquanto mulher, mas, sem hipocrisia, nem de longe compactuo com este comportamento e nem posso generalizar – como se estivéssemos numa guerra permanente em que o prêmio é ter um homem pra chamar de seu.
O pior de tudo isso – sim, ainda pior do que nos trair e nos submeter a comportamentos masculinos inaceitáveis – é que algumas mulheres estão simplesmente deixando de ser quem são: tudo isso em nome de um relacionamento amoroso, ainda que capenga, inútil e infeliz – porque antes mal acompanhada do que só.
O mal do século é que me parece que toda mulher gosta de futebol, toda mulher é tranquila, gente boa e equilibrada. Toda mulher vira a melhor amiga da sogra e dos amigos dele, e faz carinho no Totó dele e torce pelo time dele. Toda mulher conhece todas as posições sexuais do mundo, é fogosa e completamente liberal: puta na cama e santa na rua, como nove entre dez dos homens sempre sonharam.Toda mulher prefere beber cerveja com os amigos do namorado do que sair com os próprios (a amigos ou ler um livro, ou ver um filme ou não fazer nada, porque toda mulher tem que ser a mulher perfeita. A mulher que todo homem quer, porque (lembra?) tá faltando homem. E essas mulheres perfeitas, raras e maravilhosas continuam sozinhas, exatamente como temiam. E, não, não vejo mal nenhum nisso. Mas, acredite, elas vêem. E muito.
Essa política da perfeição está se tornando visivelmente monótona ao passo que não há o que ser conquistado, não há o desejo, não há a deliciosa luta diária provocada pelas diferenças: não há problemas, e isso, por mais incrível que pareça, é broxante.
Uma mulher “perfeita” – ou que tenta incansavelmente sê-lo – é incapaz de fazer o que eu arriscaria dizer que é a única coisa capaz de conquistar um homem de verdade – já que é isso que tanto desejam: Desafiá-lo. Torná-lo ansioso pela conquista, fazê-lo construir a felicidade em vez de encontra-la pronta. As Misses simpatias e Senhoritas perfeição estão pecando por excesso.
Não seja a mulher perfeita. Seja você, mesmo que você não goste de futebol e seja ciumenta. Mesmo que você não vá com a cara do amigo mala dele. Mesmo que discorde com a mãe dele de vez em quando e demore pra se arrumar.
A perfeição é monótona e relacionar-se com alguém que não oferece qualquer desafio é deprimente. Desestimulante. Você não precisa – e não pode – ser perfeita pra merecer alguém ao seu lado: suas qualidades serão suficientes, desde que você tenha coragem de não mascarar os seus defeitos. A autenticidade é afrodisíaca.
Não seja a mulher perfeita. Seja feliz!"

Monday, April 4, 2016

A Filha da Índia


Namastê

Sempre que posso (e tenho tempo), costumo assistir filmes indianos. Não vou mentir, detesto aquela parte dos musicais que fazem os filmes ficarem extremamente longos. Todavia, aprendi (às duras penas) que aquilo tudo faz parte da orientação cultural existente na Índia desde os primórdios. Sendo assim, sou uma mera observadora, nada mais.

Recentemente assisti a um documentário da diretora e produtora inglesa Leslee Udwin, chamado "A Filha da Índia"totalmente diferente de qualquer filme Bollywoodiano que estamos acostumados. Porém, como mulher, esposa e mãe, não posso me calar e não compartilhar tamanha atrocidade.

A personagem principal era Jyoti Singh, estudante de medicina de 23 anos, uma menina que abriu mão do dinheiro que seria gasto em seu casamento (dote) para pagar a faculdade de medicina. Que trabalhava de madrugada num call center pra poder ajudar seus pais. Que confrontava o machismo e que lutou o quanto pôde para viver de acordo com o que ela acreditava. (Acho que não muito diferente de nós mulheres)

No dia 16 de dezembro de 2012, ela e um amigo saíram de um cinema num shopping de Nova Déli, e pegaram um ônibus para voltarem pra casa, era aproximadamente 21 horas. Dentro do ônibus, havia cinco homens e um rapaz menor de idade, todos colegas, incluindo o motorista. Durante a viagem, a estudante foi brutalmente estuprada pelo grupo em seguida, foi atirada para fora do veículo e após alguns dias, Jyoti morreu.

Há uma desvalorização muito grande da mulher na sociedade indiana. É como se não houvesse lugar para nós na cultura daquele país. De acordo com os números do governo indiano, uma mulher é estuprada a cada 20 minutos.


Uma das passagens mais chocantes do documentário acontece numa conversa com Mukesh Singh, um dos condenados pelo estupro. Sua feição permanece fria por toda a entrevista, e ele não demonstra nenhum tipo de remorso; inclusive, culpa a vítima pelo ocorrido, além de deixar claro que pensa que ela mereceu tal brutalidade. "Uma garota decente não sairia por aí às 21h", diz Mukesh.


Assim que o documentário foi lançado mundialmente, o governo indiano baniu sua exibição na Índia. A cultura indiana é muito machista ainda nos dias de hoje. Entretanto, acredito que as diversas manifestações públicas por parte da sociedade mais jovem da Índia tenha surtido grande avanço sócio-cultural. 

Lembro das inúmeras vezes do meu sogro me alertando para que eu JAMAIS me separasse deles na minha estadia da Índia. Ficava furiosa por me sentir enjaulada, com raiva deles, achava que era exagero, quando que, na verdade, ele - o meu sogro - sabia exatamente dos riscos que uma mulher corre andando sozinha na Índia.

Vi jovens nas ruas, exigindo leis mais sevaras para o crime de estupro, tão comum e banalizado pela impunidade naquele país. Foi um primeiro passo. Infelizmente isso jamais trará de volta Jyoti ou até mesmo a paz no coração daqueles que a amavam. Que o sacrifício dela tenha servido para uma maior percepção humana daqueles que ainda desvalorizam tanto a mulher na Índia.

Se quiserem assistir na Netflix: 

https://www.netflix.com/search/india's%20daughter?jbv=80073593&jbp=0&jbr=0

Fonte: http://www.vice.com/pt_br/read/a-filha-da-india-o-filme-sobre-o-estupro-coletivo-que-chocou-o-mundo-chega-ao-brasil

Friday, April 1, 2016

Templo de Lotus


Quando estive em Nova Delhi, fiquei encantada com a quantidade de templos que visitei na cidade. Hoje gostaria de compartilhar um pouco sobre o Lotus Temple...

 O Templo de Lótus é um templo de adoração da fé Bahai, localizado em Nova Déli, capital indiana. Foi inaugurado em 1987, após seis anos de construção. É um dos locais mais visitados do mundo, com aproximadamente 3 milhões de visitantes por ano.

Seu design foi inspirado na flor de lótus, símbolo de pureza para muitas religiões. Composto de 27 “pétalas” revestidas de mármore da Grécia, que formam nove lados simétricos.

A obra foi construída em concreto armado na forma de abóbadas e arcos. Sua estrutura se autossustenta sem vigas, pois descarrega o seu peso em seus nove arcos.

O Templo tem capacidade para 1.500 pessoas e tem nove entradas simétricas que convergem para o salão central. Sua construção tem pouco mais de 40 metros de altura e é revestido de mármore branco, rodeado por nove piscinas, que compõem uma lagoa.


É impressionante o que sentimos ao ver tamanha magnitude. O Templo de Lótus parece flutuar como uma flor de lótus real, que cresce em meio às águas. É muito lindo!

Monday, November 23, 2015

Taj Mahal


Umas das 7 maravilhas do mundo, praticamente todos já o viram em inúmeras fotografias, mas o que poucos sabem, é a história que está por detraz deste inigualável monumento. O Taj Mahal, é não mais do que uma ode ao amor e representa toda a eloquência que este sentimento pode ser. Durante séculos, o Taj Mahal inspirou poetas, pintores e músicos que tentaram capturar a sua magia em palavras, cores e música. Viajantes cruzaram continentes inteiros para ver esta esplendorosa beleza, sendo poucos os que lhe ficaram indiferentes.
Como todas as histórias, esta também começa da mesma maneira... Era uma vez um príncipe chamado Kurram que se enamorou por uma princesa aos 15 anos de idade. Reza a história que se cruzaram acidentalmente mas seus destinos ficaram unidos para todo o sempre. Após uma espera de 5 anos, durante os quais não se puderam ver uma única vez, a cerimónia do casamento teve lugar do ano de 1612, na qual o imperador a rebaptizou de Mumtaz Mahal ou "A eleita do palácio". O Príncipe, foi coroado em 1628 com o nome Shah Jahan, "O Rei do mundo" e governou em paz.
Quis o destino que Mumtaz não fosse rainha por muito tempo. Ao dar à luz o 14º filho de Shah Jahan, morreu aos aos 39 anos em 1631. O Imperador ficou tremendamente desgostoso e inconsolável e, segundo crónicas posteriores, toda a corte chorou a morte da rainha durante 2 anos. Durante esse período, não houve musica, festas ou celebrações de espécie alguma em todo o reino.
Shah Jahan ordenou então que fosse construído um monumento sem igual, para que o mundo jamais pudesse esquecer. Não se sabe ao certo quem foi o arquitecto, mas reuniram-se em Agra as maiores riquezas do mundo. O mármore fino e branco das pedreiras locais, Jade e cristal da China, Turquesa do Tibet, Lapis Lazulis do Afeganistão, Ágatas do Yemen, Safiras do Ceilão, Ametistas da Pérsia, Corais da Arábia Saudita, Quartzo dos Himalaias, Ambar do Oceano Índico.

Surge assim o Taj Mahal. O seu nome é uma variação curta de Mumtaz Mahal.. o nome da mulher cuja a memória preserva. O nome "Taj", é de origem Persa, que significa Coroa. "Mahal" é arábico e significa lugar. Devidamente enquadrado num jardim simétrico, tipicamente muçulmano, dividido em quadrados iguais cruzado por um canal ladeado de ciprestes onde se reflecte a sua imagem mais imponente. Por dentro, o mausoléu é também impressionante e deslumbrante. Na penumbra, a câmara mortuária está rodeada por finas paredes de mármore incrustado com pedras preciosas que forma uma cortina de milhares de cores. A sonoridade do interior, amplo e elevado é triste e misterioso, como um eco que soa e ressoa sem nunca se deter.
Sobre o edifício surge uma cúpula esplendorosa, que é a coroa do Taj Mahal. Esta é rodeada por quatro cúpulas mais pequenas, e nos extremos da plataforma sobressaem quatro torres que foram construídas com uma pequena inclinação, para que em caso de desabamento, nunca caiam sobre o edifício principal.
Os arabescos exteriores são desenhos muçulmanos de pedras semi preciosas incrustadas no mármore branco, segundo uma técnica Italiana utilizada pelos artesãos hindus. Estas incrustações eram feitas com tamanha precisão que as juntas somente se distinguem à lupa. Uma flor de apenas sete centímetros quadrados, pode ter até 60 incrustações distintas. O rendilhado das janelas foi trabalhado a partir de blocos de mármore maciço.
Diz-se que o imperador Shah Jahan queria construir também o seu próprio mausoléu. Este seria do outro lado do rio. Muito mais deslumbrante, muito mais caro, todo em mármore preto, que seria posteriormente unido com o Taj Mahal através de uma ponte de ouro. Tal empreendimento nunca chegou a ser levado a cabo. Após perder o poder, o imperador foi encarcerado no seu palácio e, a partir dos seus alojamentos, contemplou a sua grande obra até à morte. O Taj Mahal foi, por fim, o refúgio eterno de Shah Jahan e Mumtaz Mahal. Posteriormente, o imperador foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.
Após quase quatro séculos, milhões de visitantes continuam a reter a sua aura romântica... o Taj Mahal, será para todo o sempre um lágrima solitária no tempo.

(http://obviousmag.org/archives/2005/08/taj_mahal.html)

Monday, March 24, 2014

Quero agradecer a Deus

Me emocionei com o conteúdo desse vídeo e por isso, decidi compartilhar com vocês....



Muitos de nós já passamos por dificuldades no encontro com Cristo. As coisas do mundo nós parecem tão mais prazerosas e convidativas. Tudo não passa de uma grande ilusão.
Porém, Deus sempre nos chama, diariamente nós convida a nos entregarmos a Ele.
Muitas vezes estamos com o coração tão endurecido e cheio de amarguras que não vemos, simplesmente não ouvimos o Seu chamado.
Mas se estivermos realmente dispostos a servirmos, se estivermos de fato de corações abertos, inúmeras serão as bênçãos DEle para conosco.
Suas promessas são TODAS verdadeiras.
Abra teu coração, escute o chamado do Senhor e volte pra Ele, Ele o aguarda ansiosamente.
Amém

Fiquem com Deus

Monday, March 17, 2014

CASAMENTO NIRAJ E SHWENI

CASAMENTO SHWENI & NIRAJ


Só passando para deixar uma notinha do casamento da minha cunhada e seu noivo Niraj. Shweni é uma menina muito docê e tem uma ternura no olhar que me encanta. Além disso, é muito esforçada, estudou muito e trabalha num banco em Surat. É um exemplo da expansão feminista na Índia.

Seu casamento, embora seja do tipo tradicional (escolhido pela família), tem tudo pra ser abençoado, pois eles se respeitam e estão dia a dia se conhecendo mais e mais, construindo com isso, mais do que uma relação matrimonial e sim,  uma relação de afeto, companheirismo e amizade.
Dear Shweni, I couldn´t be there at your marriage, but my heart and thoughts were with you all the time, God bless both of you. Priyank, Arthur and I love you so much. Congratulations...
Fiquem com Deus
Jacque

Monday, March 10, 2014

AKSHARDHAM - A 8ª MARAVILHA DO MUNDO

Namaskar!

Como havia prometido no nosso último encontro, eis que apresento a vocês... "O templo de Akshardham"...


O templo foi construído ao longo de 5 anos, inaugurado em 6 de Novembro de 2005.

Foram necessários a força de trabalho de 10 mil homens, a maioria voluntários. Conhecido como Akshardham o nome "oficial" é Swaminarayan Akshardham, tendo sido construído para cumprir o desejo de Brahmaswarup Yogiji Maharaj em 1968 "um templo construído nas margens do rio Yamuna". O seu desejo só veio a ser concretizado pelo seu sucessor e atual "chefe" espiritual Pramukh Swami Maharaj.




As construções são feitas em mármore branco e arenito rosa, não tendo sido utilizado em parte alguma das construções cimento armado.




O conjunto é espetacular, o que já leva a que muitos o considerem como a oitava maravilha do mundo! Refira-se, a título de exemplo, que o templo principal tem 234 pilares esculpidos detalhadamente do chão até ao teto! Para onde quer que se olhe é tudo esculpido... Só neste templo existem vinte mil esculturas!




Infelizmente é totalmente proibido tirar fotografias! Já na entrada é obrigatório deixar tudo o que se leva na recepção! Nunca vi nada igual... nem nos aeroportos logo após o 11 de Setembro! O celular é guardado num box e deve ser removida a bateria! Nada de sacos, carteiras, cigarros, isqueiro, fósforos, água ou comida de qualquer espécie e, claro, máquinas fotográficas e de vídeo,... Ahhhh, as pessoas são revistadas antes de entrar (logo abaixo foi a última fotografia tirada por mim do aviso na entrada das ditas proibições)




Mas gente, esse é sem sombra de dúvida o lugar mais lindo que já vi em toda a minha vida, é impressionante os detalhes de cada escultura, cada monumento, e templo por si só é de uma beleza inacreditável.



Como explicado antes, não foi possível tirar fotos de lá de dentro com nossas câmeras, contudo, há fotógrafos do próprio local que as tiram para você,se assim solicitado e pago!.



Separei essas fotos da entrada do Portão do Templo com o Priyank, estávamos numa espécie de Rickshaw sem motor, muitos lá ganham a vida pedalando, levando turista de um canto para o outro:

Ahhhh, Também há espalhado nas proximidades do templo, do lado externo é claro, alguns painéis onde muitos turistas aproveitam para tirar fotos... assim fizemos:



Olha o meu negão aí...rsrsrsrsr... cheio de onda...hihihihih
Tum mere sabkuch ho, mere pyaar, mere zindagi... mein tumpse pyaar karti ho! - me inspirei agora...!


E aqui me despeço, com mais um relato sobre minhas experiências na Incredible India, salientando mais uma vez que Akshardham é muito, mas muito lindo mesmo, até mais que o próprio Taj Mahal, (informação opinativa, ok!) que também contarei aqui, masssss isso será cena do próximo capítulo...rsrsrsrsr...

Fiquem com esse vídeo lindo do Akshardam e para quem não o conhece ainda, espero que sintam a grandeza do local.
video




Beijos galera
Deus Abençõe a todos
Jacque

Monday, March 3, 2014

NOVA DELI


DELHI

Em frente ao India Gate em Npva Deli
Na primeira vez que cheguei à capital Nova Deli, depois de ter desembarcado em Mumbai, e conhecido Surat, pensei: Enfim cheguei à civilização (sei que serei massacrada por esse comentário, mas como já disse, esse blog é opinativo e exprime os meus sentimentos – não quero ofender ninguém). Falo assim porque vi uma cidade semelhantes às cidades que estava acostumada como São Paulo, Chicago, Brasília, enfim.

Lógico que estou falando de grandes capitais e de seus centros administrativos e comerciais. Não estou falando da periferia desses lugares.
Nova Deli é uma cidade agradável, bem cuidada e principalmente, uma cidade limpa. E foi exatamente por isso que usei o termo “civilização”.

Pra quem já esteve na Índia, sabe que as cidades são muito sujas, as pessoas jogam lixo por toda parte, não se preocupam com a infra-estrutura da cidade, coma limpeza e estão sempre culpando o governo. 
Essa cena acima é muito comum de se ver na maioria das grandes cidades. Muito lixo entulhos, animais soltos nas ruas.
Uma coisa muito esquisita do qual eu senti muita falta em Surat foi a falta de calçadas para pedestres. Simplesmente não há. Estou dizendo calçadas pavimentadas, o que se tem lá é uma faixa de terra que separa o asfalto das casas nas grandes avenidas.
Porém, isso não é tão visível na capital - pelo menos no centro da capital.

Veja bem, se compararmos com o Brasil, poderíamos entender da seguinte forma: Quem já esteve em Brasília sabe que a cidade é muito bonita e organizada, tem que ser, se trata da capital, contudo, se percorrermos o nordeste brasileiro, onde ha falta de água e a seca é devastadora, teríamos um parâmetro pra poder fazer essa comparação de Deli com o resto da Índia.
O Rashtrapati Bhavan em Deli é a residecência oficial do presidente do país. É toda cercada de guardas e as ruas são bem limpas. Há muitos jardins ao redor também.
Entretanto, isso não acontece em toda Índia, as pessoas precisam se conscientizar e cuidar efetivamente do seu país. Seja no Brasil ou na Índia. 
Esse é o templo de Lakshimi em Deli, também muito bonito e organizado.

Cansei de ver o meu marido jogando lixo no chão em Surat pelo vidro do carro, ficava uma onça de brava com ele. Contudo, nos Estados Unidos, ele nunca fez isso, pois não é normal por lá ver lixo espalhado nas ruas Ele me dizia que ele até poderia parar com esse costume, porém, as pessoas não se incomodavam com tanta sujeira e o fato dele sozinho "parar" não limparia a cidade. (grande colaboração e espírito de solidariedade).
Outra coisa que deixa a cidade muito suja é a mania que tem os indianos (DO SEXO MASCULINO) de cuspirem e urinarem em qualquer lugar público... é horrível, fétido, muitíssimo deselegante.

Eles têm um costume estranho de mascarem fumo o dia todo, então, em quase todos os lugares públicos é possível encontrarmos muros e paredes todas manchadas de laranja devido ao fumo que mastigam e cospem.
Isso é uma prática tão comum por lá que freqüentemente encontramos avisos dizendo:
_ Não Cuspam!,
_ É Proibido cuspir aqui!
Bem, mas depois desse desabafo, pois o post de hoje era para contar sobre um lugar lindo que conheci na minha primeira visita a Nova Deli. Acabei lembrando da minhas primeiras palavras ao desembarcar ali.
Gostaria de deixar claro aqui que meus relatos não têm tendência racista ou preconceituosa, são apenas impressões e sentimentos que experimentei por lá.
Não achei legal a sujeira, a cuspição, o cheiro horrível de urina que vi na maioria dos lugares que visitei, então não vou tapar o sol com a peneira dizendo que lá na Índia, tudo é maravilhoso. Não estaria condizendo com a verdade do que eu realmente vi, ok!?
Mas também não vou dizer que tudo lá é horrível. Nãoooooooo, de jeito nenhum. Conheci lugares incríveis e isso será matéria para o próximo post. 
Vou compartilhar com vocês um lugar que, para muitos, se trata da 8ª maravilha do mundo e, se querem saber a minha opinião, EU CONCORDO!!!!!!!
Mas isso ficará para as cenas dos próximos capítulos, ok!?
Beijos
Fiquem com Deus

Jacque

Thursday, February 27, 2014

SHANTALA

Namastê

“Sim, os bebês tem necessidade de leite,
 Mas muito mais de serem amados e receberem carinho
 Serem levados, embalados, acariciados, pegos e massageados”
Leboyer
Logo apos a shantala, todo enrolado e dormia assim por horas
Andei vasculhando umas fotos e videos do Arthur e encontrei um em especial. Se trata da primeira massagem shantala que ele recebeu. Depois dessa, houve várias outras, diárias. 
Todos os dias, por volta de 3 horas da tarde, uma senhora indiana muito simpática pegava meu filho, o despia, fazia 40 minutos de massagem com um óleo próprio para isso e depois o dava banho. Quando tudo terminava, o Arthur estava literalmente DESMAIADO....hehehe... Efeito dos vários alongamentos que ela fazia nele.
No começo, eu assustei muito pois ela o virava de cabeça para baixo, de um lado para o outro, meu Deus, achava que ela o quebraria ao meio... Mas depois acabei me acostumando à cena. 
Outra coisa interessante em contar é que essa mesma senhora, cujo nome é Manjula, foi a mesma mulher que fez shantala no Priyank, quando ele era um bebê.


Mas como é que surgiu essa massagem?

A Shantala é uma massagem milenar indiana, sem registro de quando surgiu exatamente em Kerala no Sul da Índia. Foi descoberta quando o médico francês Frédérick Leboyer, de passagem pela Índia, se deparou com a cena de uma mulher num calçada pública massageando seu bebê. Seu nome era Shantala, ela era paraplégica e estava numa associação de caridade em Pilkhana, Calcutá.
O ambiente que Leboyer percorrera até então era completamente hostil, mas a cena da massagem fez com que a beleza e harmonia dos movimentos de Shantala transformasse tudo a sua volta.
Leboyer pediu para fotografá-la e filmá-la. Ela, admirada pelo interesse em uma prática tão simples e corriqueira, aceitou. Durante dias ele acompanhou a massagem de Shantala em seu bebê, captando atentamente cada movimento. Leboyer fez o possível para que as fotografias exprimissem a profundidade e o amor envolvidos.
Em homenagem a essa mãe, o nome da técnica de massagem em bebês chama-se Shantala. Na índia, essa prática não tem um nome específico, pois trata-se de uma atividade que faz parte da rotina de cuidados com o bebê.
Graças à “descoberta” de Leboyer, e ao seu livro: SHANTALA, massagem para bebês: uma arte tradicional, Shantala vem sendo cada vez mais popular em todo o mundo e cresce a cada dia o número de pesquisas científicas que objetivam comprovar seus benefícios.

Vale a pena acessar o link do livro, está em PDF e é muito interessante para quem quer aprender a Shantala.

Fiquem com Deus
Jacque

Monday, February 24, 2014

TEMPLO SHRI SWAMINARAYAN MANDIR

Algo realmente impressionante sobre a cultura indiana é a quantidade de templos que se encontram por toda a Índia, quase que em todo quarteirão é possível ver algum templo religioso.
É algo tão irreal, tão doido, se assim posso dizer. são mesquitas, templos Hindus e punjabis. Não importa que religião você é praticante. Ali você encontra de tudo.

Este é o Templo BAPS Swaminarayan em Surat. É possível encontrar esse tipo de templo em vários outros países. Na Índia mesmo, há centenas deles. 

Muitos vem pra cá pra fazer suas oferendas aos deuses que eles acreditam, que por sinal, são milhares, bem como fazer seus intermináveis pedidos.

Não preciso dizer que por lá não se usa sapatos, neh?! TERMINANTEMENTE PROÍBIDO, chega até ser um insulto. Tive muito problema com isso, pois do jeito que sou nojenta (admito), ter que andar descalça em lugares públicos super populosos não me agradou muito não.

o Pior foi quando fui ao hospital levar o Arthur. Eles queriam que eu tirasse o sapato. Poxa vida, num hospital cheio de doentes descalços?!?! Nem a pau... travei uma briga com a recepcionista, mas entrei com meus lindos sapatinhos. Ninguém gostou, é claro, mas isso é post para uma outra hora (rsrsrsrsrs)
Esses são os jardins do templo... tão lindo por dentro mas ao redor, uma devastadora pobreza contrastando essa beleza toda.

Essa família está tirando seus sapatos pois da escadaria pra cima, só descalço, ou como eu, de meias (que feioooooo - não tive escolhas). Percebam no canto direito da foto quantos sapatos estão no chão a espera de seus donos.

Tive muitas experiências interessantes na Índia acerca de religião, crenças e costumes... algumas até muito bizarras... Ainda mais para alguém como eu que sou totalmente crente em Jesus Cristo. 
É impressionante quão supersticiosos eles são.
Na porta da casa da minha sogra, assim como em toda casa hindu que se preze, ha um monte de símbolos religiosos: limão, pimenta, coroa de flores, onde toda manhã, incansavelmente meu sogro (enrolado numa toalha branca - e só de toalha branca) fica parado em frente a esta porta repetindo uma sequência de frases (que eu não tenho a mínima idéia do que seja). E de lá, ele entra na casa e pára em frente de todas as fotos dos parentes que já faleceram e que se encontram na parede da sala de estar devidamente adornado com suas respectivas coroas laranjas pendurada nos enormes porta-retratos.
Bem, por hoje é só... 
Deixo aqui um video que fiz nesse templo, mostrando a arquitetura do lugar, que por sinal, eh linda..
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Espero que tenham gostado
Fiquem com Deus